A SAÚDE BUCAL DE PACIENTES INTERNADOS EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA

  • Eduardo Filipe da Paz Scardua HUCAM
  • Bianca Scopel Costa
  • Gabriela Petri de Bortolo
  • Wellen Góbi Botacin
  • Jenifer Garcia Rocha
  • Christianne Alves Leal
  • Karoline Simões Costa
  • Roberta Costa e Silva

Resumo

Introdução: O cirurgião dentista exerce papel fundamental na assistência integral ao paciente crítico atuando na prevenção e tratamento de alterações da cavidade oral. Diversas doenças sistêmicas podem acarretar manifestações bucais, além disso alterações em cavidade oral, como infecções de origem dentária podem determinar um agravamento da condição sistêmica. Objetivos: Revisar a literatura científica em relação a manifestaçãos bucais comumente observadas em pacientes internados em unidade de terapia intensiva e os riscos de infecção a partir de bactérias de cavidade oral. Metodologia: Foram incluídos os trabalhos listados na base de dados eletrônica MEDLINE no período de 2008 a 2018 utilizando os descritores: Intensive Care Units, Oral Manifestations, Pneumonia Ventilator-Associated. Os artigos considerados relevantes foram selecionados após análise dos resumos, sendo incluídos ainda artigos citados nos estudos previamente selecionados. Resultados: As manifestações bucais comumente observadas na unidade de terapia intensiva envolvem infecções oportunistas (candidíase pseudomembranosa, herpes oral, citomegalovírus), xerostomia, mucosite e úlcera associada a traumatismo, sendo importante que o profissional atue sobre as mesmas prevenindo complicações e promovendo conforto ao paciente. A diminuição do fluxo salivar comumente observada nesses pacientes pode estar associada ao uso de drogas com potencial xerostômico, assim como a manutenção da boca aberta em virtude ao tubo orotraqueal, condição que favorece o acúmulo de biolfime, o desenvolvimento de mucosite e de doenças oportunistas, tornando necessária a utilização de gel lubrificante para reestabelecimento do equilíbrio. O cirurgião dentista atua ainda na prevenção de infecções, destacando entre elas a pneumonia associada a ventilação mecânica, complicação essa associada a altas taxas de morbidade, mortalidade, aumento do tempo de internação e dos custos hospitalares. Conclusão: A presença do Cirurgião-Dentista na Unidade de Terapia Intensiva, constitui assim, condição de grande importância, devendo o paciente ser avaliado nas primeiras 24 horas de internação, com objetivo de realizar busca ativa com relação à presença de infecções bucais, lesões e acúmulo de biolfime. Uma vez que a cavidade bucal serve como um reservatório de microrganismos patogênicos altamente danosos a pacientes críticos, algumas estratégias precisam ser implementadas para que nenhuma desordem sistêmica, a partir de condições odontológicas desfavoráveis, ocorra. A remoção mecânica da placa constitui a melhor forma de prevenção de patologias bucais, podendo ser associada a outros métodos de controle de biolfime, destacando-se a clorexidina 0,12%.

Publicado
2018-11-13
Como Citar
SCARDUA, Eduardo Filipe da Paz et al. A SAÚDE BUCAL DE PACIENTES INTERNADOS EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA. Anais da Jornada Científica e Cultural FAESA, [S.l.], p. 14 - 15, nov. 2018. Disponível em: <http://revista.faesa.br/revista/index.php/jornadaCientifica/article/view/311>. Acesso em: 21 jul. 2019.

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