CUIDADOS NO MANEJO ODONTOLÓGICO DE PACIENTES PORTADORES DE EPIDERMÓLISE BOLHOSA

  • Wellen Góbi Botacin UFES
  • Bianca Scopel Costa HUCAM
  • Eduardo Filipe da Paz Scardua HUCAM
  • Gabriela Petri de Bortolo HUCAM
  • Jenifer Garcia Rocha UFES
  • Christianne Alves Leal UFES
  • Karoline Simões Costa UFES
  • Roberta Costa e Silva UFES

Resumo

Introdução: A epidermólise bolhosa representa uma doença ocasionada por alterações genéticas que se manifestam pela formação de lesões (bolhas, vesículas ou reparação tecidual), após mínimo trauma mecânico na pele e mucosa que ulceram e interferem na qualidade de vida destes pacientes. A doença possui manifestações bucais, sendo as mais comuns: bolhas no palato, língua, assoalho bucal, lábios, além de displasias dentárias e microstomia. Diante da condição desses pacientes é necessário que o cirurgião-dentista adote medidas para evitar a formação de novas bolhas e prevenir a doença cárie, pois a realização de procedimentos é mais danosa ao portador dessa condição. Objetivo: Revisar a literatura científica em relação à atuação do cirurgião-dentista em pacientes com epidermólise bolhosa e apresentar técnicas que facilitem o atendimento odontológico dos mesmos, a fim de evitar agravamento do seu quadro de saúde. Metodologia: Análise de artigos científicos em língua portuguesa e inglesa, disponíveis nas bases de dados Bireme, Lilacs e Medline publicados entre os anos de 2011 e 2018, utilizando como descritores: epidermólise bolhosa, manifestações bucais e odontólogos. Os artigos considerados relevantes foram selecionados após análise dos resumos, sendo incluídos ainda artigos citados nos estudos previamente selecionados. Resultados: Devido à susceptibilidade dos portadores de epidermólise bolhosa, deve-se conhecer a patologia e suas manifestações orais a fim de realizar o melhor tratamento. A manipulação desses pacientes deve ser a menor possível, não utilizar sugador de alta velocidade, evitar utilização de matrizes e cunhas, utilizar instrumentos de tamanho reduzido (pediátricos), lubrificar instrumentais e a mucosa, utilizar protocolo de redução de ansiedade e utilizar fluoreto de sódio com pH neutro, a fim de se evitar traumas e  consequente formação de novas bolhas. Se ocorrer a formação de bolhas, as mesmas devem ser drenadas. A administração de anestesia local (quando necessário) deverá ser feita de forma lenta, para evitar distorção dos tecidos. É importante a prescrição de antibióticos pré e pós-operatório a fim de evitar infecções. Sempre orientar o paciente sobre controle de placa, utilização de escovas pequenas e com cerdas macias, aconselhar sobre a dieta (menos cariogênica possível), pode-se indicar enxaguante bucal sem álcool para auxiliar a remoção do biofilme, sempre ressaltando a importância da prevenção, visando evitar a realização de procedimentos odontológicos mais invasivos. Torna-se indispensável o acompanhamento odontológico regular para acompanhar lesões que podem se tornar cancerizáveis. Conclusão: O cirurgião-dentista deve conhecer as patologias para que possa realizar a sempre a melhor forma de tratamento. As orientações de prevenção da doença cárie e de outros agravos bucais são de fundamental importância, pois a realização do tratamento restaurador é dificultada nesses pacientes.

Publicado
2018-11-13
Como Citar
BOTACIN, Wellen Góbi et al. CUIDADOS NO MANEJO ODONTOLÓGICO DE PACIENTES PORTADORES DE EPIDERMÓLISE BOLHOSA. Anais da Jornada Científica e Cultural FAESA, [S.l.], p. 33 - 35, nov. 2018. Disponível em: <http://revista.faesa.br/revista/index.php/jornadaCientifica/article/view/336>. Acesso em: 23 fev. 2019.

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