MUCOSITE ORAL E POSSÍVEIS ABORDAGENS TERAPÊUTICAS

  • Christianne Alves Leal UFES
  • Bianca Scopel Costa HUCAM
  • Eduardo Filipe da Paz Scardua HUCAM
  • Gabriela Petri de Bortolo HUCAM
  • Wellen Góbi Botacin UFES
  • Jenifer Garcia Rocha UFES
  • Karoline Simões Costa UFES
  • Roberta Costa e Silva UFES

Resumo

Introdução: A mucosite oral se manifesta como uma lesão eritematosa e ulcerativa que está associada a pacientes portadores de câncer em tratamento com quimioterapia e/ou radioterapia. Por se tratar de um processo inflamatório que acomete a mucosa oral é frequentemente muito dolorosa e compromete a nutrição, os cuidados bucais, a qualidade de vida, bem como aumenta o risco de infecção local e sistêmica. Objetivos: Realizar revisão da literatura em relação às principais abordagens terapêuticas associadas a mucosite oral. Metodologia: Foram incluidos os trabalhos listados nas bases de dados eletrônicas MEDLINE e LILACS, no período de 2008 a 2018 utilizando os descritores: Oral mucositis, Chemotherapy, Radiotherapy. Os artigos considerados relevantes foram selecionados após análise dos resumos, sendo incluídos ainda artigos citados nos estudos previamente selecionados. Resultados: A mucosite oral é resultado de uma série de reações inflamatórias nas células epiteliais e subepiteliais da mucosa oral causadas pela ação da radiação ionizante e dos quimioterápicos, tendo duração e intensidade diretamente relacionadas com a modalidade de tratamento adotada e surgimento entre 3 a 15 dias após o início do tratamento contra o câncer. O uso simultâneo de radioterapia e quimioterapia resultam em quadro de mucosite oral mais severo e prolongado. As abordagens terapêuticas para mucosite incluem cuidados bucais básicos, como a combinação de dentifrício, escova, fio dental e enxaguante bucal, o uso de fatores de crescimento e citocinas, destacando a palifermina (único agente aprovado com uma droga para a mucosite oral pela Food and Drug Administration dos EUA e Agência Européia de Medicamentos), prescrição de agentes anti-inflamatórios, como o cloridrato de benzidamina, assim como de antimicrobianos, agentes de revestimento, anestésicos e analgésicos. O laser de baixa potência pode ser empregado em pacientes diagnosticados com mucosite e objetiva acelerar a regeneração tecidual, reduzir a inflamação e a dor. Outros métodos envolvem a crioterapia que ocasiona vasoconstrição local, reduzindo o fluxo sanguíneo para a mucosa oral e agentes naturais e diversos como o zinco responsável pelo reparo de tecidos, além de possuir efeito antioxidante. Conclusão: O dentista desempenha um importante papel na abordagem multidisciplinar para o tratamento dos pacientes com câncer, atuando na prevenção de agravos, instituindo tratamento quando necessário e amenizando sequelas provenientes da terapia antineoplásica.

Publicado
2018-11-13
Como Citar
LEAL, Christianne Alves et al. MUCOSITE ORAL E POSSÍVEIS ABORDAGENS TERAPÊUTICAS. Anais da Jornada Científica e Cultural FAESA, [S.l.], p. 60 - 61, nov. 2018. Disponível em: <http://revista.faesa.br/revista/index.php/jornadaCientifica/article/view/337>. Acesso em: 15 set. 2019.

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