A IMPORTÂNCIA DO MANEJO ODONTOLÓGICO EM PACIENTES ONCOLÓGICOS

  • Karoline Simoes Costa UFES
  • Bianca Scopel Costa HUCAM
  • Eduardo Filipe da Paz Scardua HUCAM
  • Gabriela Petri de Bortolo HUCAM
  • Wellen Góbi Botacin UFES
  • Jenifer Garcia Rocha UFES
  • Christianne Alves Leal UFES
  • Roberta Costa e Silva UFES

Resumo

Introdução: O câncer no Brasil é considerado como um problema de saúde pública e está entre as causas mais frequentes de morte. A estimativa mundial mostra que em 2012 ocorreram 14,1 milhões de novos casos de câncer e 8,2 milhões de óbitos. Os métodos tradicionais de tratamento oncológico envolvem cirurgia, radioterapia e a quimioterapia, podendo ser realizados de forma combinada. O tratamento a ser instituído depende da localização da neoplasia, do seu grau de malignidade, do seu estadiamento e da condição de saúde do indivíduo. As modalidades terapêuticas oncológicas têm evoluído levando a cura de pacientes que antigamente eram tratados como paliativos. Ao destruir as células tumorais, as modalidades terapêuticas algumas vezes podem causar danos irreversíveis às células normais, levando a efeitos colaterais agudos e crônicos, reversíveis e irreversíveis. Dentre os locais acometidos com esses efeitos, a cavidade bucal é um dos mais agredidos, necessitando da atuação do cirurgião dentista. Objetivos: Revisar a literatura científica em relação as manifestações orais comumente observadas em pacientes submetidos ao tratamento de quimioterapia e radioterapia. Metodologia: Análise de artigos científicos em língua portuguesa e inglesa, disponíveis nas bases de dados Bireme, Lilacs e Medline publicados entre os anos de 2006 e 2018, utilizando como descritores: neoplasias bucais, cirurgião dentista, mucosite oral. Os artigos considerados relevantes foram selecionados após análise dos resumos, sendo incluídos ainda artigos citados nos estudos previamente selecionados. Resultados: Dentre os efeitos colaterais orais causados pela quimioterapia e radioterapia destacam-se a mucosite, a hipossalivação, disgeusia, disfagia, dificuldade de falar, maior suscetibilidade a infecções oportunistas, cáries rampantes, doença periodontal, trismo, fibrose tecidual, dores crônicas como neuropatias e disfunção temporomandibular e osteorradionecrose. Dentre os efeitos agudos, a mucosite é o principal e mais grave, podendo o desconforto gerado interferir no curso do tratamento ou até mesmo gerar seu abandono. Conclusão: O cirurgião dentista é de essencial importância no acompanhamento de pacientes oncológicos, atuando na orientação de higiene oral, eliminação de focos infecciosos previamente a quimio e radioterapia, emprego de gel lubrificante para alívio da xerostomia, tratamento de infecções oportunistas e de complicações como a osteorradionecrose. O paciente deverá ser submetido a uma avaliação odontológica antes do início do tratamento, pois complicações bucais advindas podem exigir interrupção do tratamento oncológico.

Publicado
2018-11-13
Como Citar
COSTA, Karoline Simoes et al. A IMPORTÂNCIA DO MANEJO ODONTOLÓGICO EM PACIENTES ONCOLÓGICOS. Anais da Jornada Científica e Cultural FAESA, [S.l.], p. 12 - 13, nov. 2018. Disponível em: <http://revista.faesa.br/revista/index.php/jornadaCientifica/article/view/377>. Acesso em: 23 fev. 2019.

##plugins.generic.recommendByAuthor.heading##