ATENDIMENTO PSICOTERÁPICO INFANTIL NA ABORDAGEM JUNGUIANA: DIFICULDADE DE SOCIALIZAÇÃO ESCOLAR E FAMILIAR

  • ISABELE SANTOS ELEOTERIO FAESA
  • Andressa dos Santos Lima
  • Lorena de Paula Costa

Resumo

Introdução

O presente texto tem por objetivo descrever as vivências do Estágio Supervisionado Básico IV, Práticas Clínicas em Psicologia Analítica, realizado na Clínica Escola de Psicologia da FAESA Centro Universitário, localizada em Vitória/ES, que atende os moradores da Grande Vitória e de municípios vizinhos, comunidade acadêmica ou outras instituições. Essa prática de estágio foi desenvolvida através de atendimento clínico psicoterápico individual, em que foi preenchida a anamnese, realizadas entrevistas, criação de vínculo e análise de demandas. Os atendimentos tiveram periodicidade semanal e  foram supervisionados por uma professora responsável, baseando-se nos pressupostos básicos da Psicologia Analítica.


A paciente tem idade de seis anos, apresenta dificuldade de aprendizado na escola, trouxe o relato de episódios de expressão de agressividade com colegas na sala de aula, tem poucos amigos, não se relaciona bem com pai, em geral não tem bom relacionamento com sexo masculino, gosta de atividade de pintura, massinhas de modelar, tem comportamentos inquietos, muito comunicativa e demonstra desapego afetivo.


 


Materiais e métodos

         O atendimento acontece uma vez por semana com duração de 50 minutos, inicialmente foi feita anamnese com os pais, para coleta de dados. Foram realizados oito encontros, que foram submetidos a realização de atividades lúdicas, como pinturas, modelagem com massinhas, jogos de vareta, diálogos, com objetivo de criar vínculo e observar o comportamento da criança. “A psicoterapia é um processo dialético, de diálogo. Para tanto é essencial que haja paridade na relação entre terapeuta e paciente” (ELEOTÉRIO;DAMIÃO JUNIOR, 2010, p.64). Também foi aplicado o teste Bender para associar o nível de sua inteligência, sua relação com aprendizagem, escrita e diferenciação de série.


 


Resultados e discussão

 


Inicialmente, foi designada a este caso uma investigação, com observação da paciente e com coletas de dados, da família e escola. Este caso requer uma junção de informações, pois a criança trouxe uma suspeita de risco social, ao que dá a entender que pode sofrer algum tipo negligencia. A escola trouxe a demanda de sequência de comportamentos agressivos, a mãe um histórico de encaminhamentos desde quando a paciente ainda era recém-nascida, que houve uma indicação para acompanhamentos neurológicos da paciente, neste caso atua-se de maneira a buscar as causas para os comportamentos apontados.


A psicoterapia, sob enfoque da psicologia analítica, tem como objetivo auxiliar pessoas com determinada queixa que não se veem capazes de resolver sozinhos seus conflitos, a lidar melhor com suas dores e sofrimento. Para isso o auxílio de um psicólogo é essencial e terá o papel de estimula-las e se reconhecerem se aceitarem e buscarem estratégias para superar seus medos e conflitos (JUNG, 2004). Contudo, a criança precisa ser acolhida e acompanhada em suas demandas e necessidades para que consiga se desenvolver de modo pleno e consiga superar os desafios cotidianos.


 


Agradecimentos

Aos nossos pais e familiares que sempre nos apoiaram aos professores e da FAESA Centro Universitário que nos proporcionam um ensino de qualidade, e a Deus por nos conduzir durante toda a caminhada.


 


Referências

CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Código de Ética Profissional do Psicólogo. Brasilia:CFP, 2005.


ELEOTÉRIO, Isabele Santos; DAMIÃO JÚNIOR, Maddi. Psicoterapia  Junguiana: a prática transdisciplinar no universo psicológico. Revista Científica FAESA, Vitória, ES, v.6, n.1, p. 61-68, jan. 2010.


JUNG, Carl Gustav. A prática da psicoterapia. Petrópolis: Vozes, 1985.

Publicado
2018-11-13
Como Citar
ELEOTERIO, ISABELE SANTOS; LIMA, Andressa dos Santos; COSTA, Lorena de Paula. ATENDIMENTO PSICOTERÁPICO INFANTIL NA ABORDAGEM JUNGUIANA: DIFICULDADE DE SOCIALIZAÇÃO ESCOLAR E FAMILIAR. Anais da Jornada Científica e Cultural FAESA, [S.l.], p. 80 - 82, nov. 2018. Disponível em: <http://revista.faesa.br/revista/index.php/jornadaCientifica/article/view/443>. Acesso em: 23 fev. 2019.