O DESPERTAR DA AUTONOMIA DE UMA JOVEM: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE ATENDIMENTO EM PSICOLOGIA ANALÍTICA

  • Isabelle Santos Eleoterio FAESA
  • Alba Ângela Miranda Borges
  • Delmira José Rodrigues Neta

Resumo

Introdução

O presente texto tem por finalidade relatar sobre a experiência de um atendimento psicoterapêutico individual do Estágio Supervisionado Básico IV na Abordagem de Psicologia Analítica realizado na Clínica–Escola da FAESA. O processo terapêutico estendeu-se de maio a junho de 2018, contabilizando cinco sessões de 50 minutos cada, uma vez por semana.


O atendimento foi direcionado a uma jovem paciente de 26 anos que procurou o serviço de Psicologia da FAESA trazendo como principal queixa o autoconhecimento. No primeiro encontro a paciente declarou não ter uma definição clara sobre sua identidade, isto porque às vezes “se sente criança e não consegue fazer nada sozinha”, relatou. Afirmou não estar se sentindo bem no namoro que iniciou na adolescência e permanece até o momento.


Materiais e métodos

O atendimento foi direcionado a uma jovem paciente de 26 anos que procurou o serviço de Psicologia da Faesa trazendo como principal queixa o autoconhecimento. No primeiro encontro a paciente declarou não ter uma definição clara sobre sua identidade, isto porque às vezes “se sente criança e não consegue fazer nada sozinha, saber quem é, apesar da idade que tem”, afirmando não estar se sentindo bem no namoro que iniciou na adolescência e permanece até o momento.


Para elencar esse relato foram utilizadas informações contidas nos diários de campo e pesquisa bibliográfica. Ferrão (2008, p. 98) ‘‘acrescenta ainda que a pesquisa bibliográfica é baseada na consulta de todas as fontes secundárias relativas ao tema que foi escolhido para a realização do trabalho”.


O psicólogo de orientação junguiana trabalha na perspectiva de alinhar os atendimentos respeitando a subjetividade de cada indivíduo. De fato, Jung (2018) afirma que: “a pessoa é um sistema psíquico que, atuando sobre outra pessoa, entra em interação com outro sistema psíquico. Esta é talvez a maneira mais moderna de formular a relação psicoterapêutica [psicoterapeuta]/paciente” (p.13).


Silveira, por sua vez, ressalta que a conscientização de complexos é essencial para o sucesso do tratamento, “mas convém não esquecer que a tomada de consciência do complexo apenas no plano intelectual muito pouco modificará sua influência” (SILVEIRA, 2006, p. 31).


Resultados e discussão

Os atendimentos realizados na Clínica-Escola de Psicologia da FAESA foram subdivididos em três etapas:


Etapa 1.  Nas primeiras sessões foram realizadas as entrevistas de anamnese, em que a paciente expôs suas queixas que estavam relacionadas ao autoconhecimento, uva vez que alegara não saber quem era e ainda se sentir uma criança, atribuindo  culpa à mãe e a avó, por isso, devido à educação que recebeu na infância. Mencionou a dificuldade que encontra em ficar sozinha e não conseguir sair para fazer compras sem a companhia de alguém, mas disse ter vontade de se libertar desse comportamento. Relatou sobre o namoro que perdura desde a adolescência no qual afirmou não se sentir bem neste relacionamento.


Etapa 2.  Nesses atendimentos a paciente exteriorizou a relação conflituosa com a mãe e o carinho e amizade que possui com a avó. Repetiu se sentir criança e ter medo. Comentou sobre as novas amizades, dentre essas amizades frisou o comportamento de uma amiga que é idêntico ao dela quando mais nova, comportamentos marcados por ciúmes. Relatou sobre a decisão de não terminar o namoro. Falou de uma graduação que fez, mas não se realizou pois não foi bem sucedida na profissão.


Etapa 3. A paciente compareceu ao atendimento e relatou que não consegue terminar o namoro devido ao conforto oferecido pelo companheiro. Nesta sessão a paciente começou  


a se reconhecer. Aos poucos o paciente passou a sentir confiança em relatar suas inquietações causadas pelas demandas do ato de viver


 


Agradecimentos

          A essa Instituição de ensino superior pelas condições adequadas de infraestrutura para que os atendimentos aconteçam em um ambiente confortável e propicio ao exercício da psicologia com sigilo e ética. Agradecemos também ao nosso paciente por ter contribuído para o estabelecimento de vínculo, através de expressões genuínas durante o atendimento, permitindo o nosso aprendizado e crescimento como futuras psicólogas.


 


Referências

FERRÃO, Romário Gava. Metodologia científica: para iniciantes em pesquisa. 3 ed. Vitoria:Incaper, 2008.


GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4.ed. São Paulo: Atlas, 2002


JUNG, Carl .Gustav. A energia psíquica. Petrópolis: Vozes, 2002;


JUNG, Carl Gustav. A prática na psicoterapia. Petrópolis, Vozes, 2004:


 

Publicado
2018-11-13
Como Citar
ELEOTERIO, Isabelle Santos; BORGES, Alba Ângela Miranda; RODRIGUES NETA, Delmira José. O DESPERTAR DA AUTONOMIA DE UMA JOVEM: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE ATENDIMENTO EM PSICOLOGIA ANALÍTICA. Anais da Jornada Científica e Cultural FAESA, [S.l.], p. 104 - 106, nov. 2018. Disponível em: <http://revista.faesa.br/revista/index.php/jornadaCientifica/article/view/446>. Acesso em: 24 abr. 2019.